Pra começar bem o dia...

Mostra ao mundo quem és e o que vieste fazer nele. O cartão de teus exemplos espelha tua identidade.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Mostra de Ciências, Arte e Literatura da Escola Jerônimo

        Aconteceu no dia 22/11/2011, a Mostra de Cências, Arte e Literatura da Escola Jerônimo. 
       Durante todo o ano letivo, desenvolvemos vários trabalhos, cujos resultados foram apresentados à comunidade neste dia.
       Na área de Linguagens e suas tecnologias, destacamos o projeto "Criações", que envolveu todos os alunos do Ensino Fundamental.
       Houve,  conforme planejado pelas professoras das séries iniciais e por mim, professora de Língua Portuguesa das séries finais (5ª a 8ª séries) o lançamento dos livros por turma, contendo as produções de todos os alunos.

 Pais e alunos lendo o "Criações"


Projeto Criações: onde alunos  são os autores
        Vários alunos manifestaram a alegria que sentiram ao verem seus textos publicados, procuravam avidamente suas produções e quando as encontravam, mostravam orgulhosos aos pais e colegas.

        Na área de Ciências, os professor Vicente e a professora Márcia desenvolveram trabalhos muito interessantes com os alunos de 5ª a 8ª séries, vejamos alguns...


 Flabiane, Graziele e Neltom (8ª série) apresentando um trabalho sobre "Densidade".


André, Cleison, José, Giovanne e Diego (5ª série) apresentaram um trabalho sobre o tratamento da água.





Jerlani, Jordane, Thalia e Tayná (8ª) apresentaram um "Minivulcão".



Thomas, Matheus Vargas e Nelton (8ª) apresentaram trabalhos de Química, Física e Arte.



 Evair, Aléxia e Wiliam (8ª) apresentaram um trabalho sobre "misturas homogêneas e heterogêneas".



Tainara e Matheus Lopes (8ª) apresentaram  trabalhos de Arte e Física.


Virgínia, aluna da 6ª série, apresentando um trabalho sobre os "Artrópodes".

Crsitian e Valentina (6ª série) apresentando o trabalho sobre "Moluscos"



Tainá (6ª série) apresentando o trabalho "Equinodermos".


Dieferson, Douglas, Allan, Bruno, Gabriel  Santos e Gabryel Otte apresentaram o trabalho sobre "Artrópodes".


        Não é só isso... tem mais! 

       Aguardem...
     






domingo, 20 de novembro de 2011

Conhecendo Blogs - O que os alunos disseram...

Demorou, mas aí está o resultado dos trabalhos desenvolvidos na 6ª série da Escola Jerônimo.

Comentando os blogs

Bruna Xavier : Tirinhas do Zé  Bar do Jimmy - Nº 1240
Comentário : Pois é, tem gente que não gosta de Jesus,acho isso horrível,eu acho que ninguém tem que gostar de Jesus, mas também não podemos criticá-lo.
Deivid Pereira : Tirinhas do Zé , vídeo
Comentário : Achei esse vídeo muito bom e engraçado demais.
Dieferson Lopes :  Tirinhas do Zé  Pedido - Nº 1241
Comentário : Achei bem engraçada essa piada.

Alê Félix

c) "Houve uma época que para me certificar de que eu estava no caminho certo, pedia a Deus que um beija-flor surgisse aos meus olhos".
d) Ela fazia magia.
e) Ela sorri, mas realmente não gosta de gente arrogante, cínica, egoísta.
f) Alê diz que não suporta gente arrogante, egoísta, cínica. Nós três não suportamos mentira.

4) Bruna - Não fiz a prova.
     Deivid - Conheci agora, e achei muito bom
     Dieferson - Bom,legal demais.

Trabalho enviado pelos alunos: Bruna Xavier, Deivid Pereira e Dieferson Lopes



Conhecendo Blogs

Sobre o texto da Alê Félix;
c)      Qual parte do texto mais chamou a atenção de vocês? Justifiquem.
è    Gosto de trabalhar por horas a fio, gosto de não fazer nada.

Nós achamos muito interessante, como ela gosta de trabalhar por horas a fio e não fazer nada ao mesmo tempo!

 d) Retirem do texto uma característica física de Alê.
    Ela é meio gordinha.

e) Caracterizem psicologicamente a autora do blog.
 Meio preguiçosa , não gosta de ser falsa etc.

 f) Que tipo de gente Alê diz que não suporta? E vocês? Que tipo de gente não suportam? Por quê?
Alê disse que odeia pessoas falsas.

Já nós não gostamos de pessoas cínicas e falsas.

Blogs visitados.


Elisandro Martins,
Gabriel Belchior.



Conhecendo blogs

            c) Qual parte do texto mais chamou a atenção de vocês? Justifiquem. No início, a parte que ela diz o jeito das pessoas que ela gosta e não gosta. Porque nós concordamos com o jeito que elas gosta das pessoas.

d) Retirem do texto uma característica física de Alê. Alta , cabelo comprido e morena. 

e) Caracterizem psicologicamente a autora do blog.  O humor o jeito dela não gostar das pessoas.

f) Que tipo de gente Alê diz que não suporta? E vocês? Que tipo de gente não suportam? Por quê? Ela diz que não suporta gente  arrogante, cínica e egoísta. E nós falsas, egoístas, invejosas e exibidas. Porque nós gostamos de amizades que sejam verdadeiras e que  durem muito tempo. 

4- Na interpretação de texto da prova do 2º trimestre eu perguntei a vocês se conheciam alguns blogs e a maioria respondeu que não. Agora que tiveram esta oportunidade, qual a opinião de vocês sobre os blogs que visitaram?
Tainá: Eu que não conhecia blogs achei o máximo e superlegal.
Virgínia: Eu achei muito show é uma maneira de várias pessoas aprenderem muitas coisas.
 Dayane : Muito legal e divertido.    



Tainá dos Santos
Virgínia Marques
Dayane Mai
  
Conhecendo blogs

c) Qual parte do texto mais chamou a atenção de vocês? Justifiquem.
A parte que ela falou que tinha uma pinta no pé. Assim ela se achava irreconhecível.

d) Retirem do texto uma característica física de Alê.
Tenho uma pinta preta num dos dedos do pé.

e) Caracterizem psicologicamente a autora do blog.
            Morria de curiosa, falava na cara, mentia se fosse  vital ou por diversão e raramente era falsa.

      f) Que tipo de gente Alê diz que não suporta? E vocês? Que tipo de gente não suportam? Por quê?
            Não gosta de gente arrogante, cínica e egoísta.
Não gostamos de pessoas falsas, porque  a gente nunca sabe quando eles estão falando a verdade.

      4- Na interpretação de texto da prova do 2º trimestre eu perguntei a vocês se conheciam alguns blogs e a maioria respondeu que não. Agora que tiveram esta oportunidade, qual a opinião de vocês sobre os blogs que visitaram?
            Foi boa a experiência de conhecer blogs.

Valentina Marques
Jéssica Quadros


Conhecendo os blogs

1- Neste blog, visualizem outras postagens, escolham pelo menos uma, e façam um breve comentário no espaço destinado: Comentamos o vídeo: Para que as pessoas vivem?
2- Escolham, no mínimo dois blogs dos que estão listados abaixo, visitem, bisbilhotem bastante e também escolham uma postagem para comentar:
  Entramos nos blogs: Tirinhas do Zé, e no blog do João. (João: Não conseguimos comentar, mas gostamos muito.)
3- Cliquem no endereço abaixo para  irem ao blog da Alê Félix.
     c. Qual parte do texto mais chamou a atenção de vocês? Justifiquem: 
    A parte que mais chamou nossa atenção foi ''normalmente eu sorrio para as pessoas, mas realmente não espero que elas sorriem de volta'', porque nós fazemos a mesma coisa.
                     d. Retirem do texto uma característica física de Alê: Tem uma pinta preta em um dos dedos do pé.
   e. Caracterizem psicologicamente a autora do blog: Sincera,preguiçosa e sonhadora.
  f.  Que tipo de gente Alê diz que não suporta? E vocês? Que tipo de gente não suportam? Por quê?
Ela não gosta de pessoas fúteis que não sabem o que fazer da vida, rebeldes sem causa, e problemáticos de plantão. Nós não gostamos de pessoas falsas, sem caráter e mentirosas, porque fingem ser amigas, mas na verdade são inimigas.
4- Na interpretação de texto da prova do 2º trimestre eu perguntei a vocês se conheciam alguns blogs e a maioria respondeu que não. Agora que tiveram esta oportunidade, qual a opinião de vocês sobre os blogs que visitaram? Nós gostamos muito, porque alguns transmitem sentimentos e outros fazem nós rirmos.

Pâmela Peçanha
Yasmim Borges



Conhecendo os blogs

1-     Comentamos as fotos da turma 60.
2-     Visitamos dois blogs: Atividades de Português e Blog das tirinhas.
3-     c) A pinta que ela tinha no pé, nós achamos engraçado.
 d)     A pinta no pé.
 e)     É feliz, gosta das pessoas, gosta de sorrir, mas nem sempre as pessoas retribuem.
f)       Alê não gosta de gente arrogante, cínica e egoísta. Nós não gostamos de pessoas falsas, arrogantes e fofoqueiras.

4-      Foi legal, uma experiência diferente!

Allan de Farias
Douglas Cabreira

Conhecendo os blogs

1-     Visualizamos o blog da professora Sônia e comentamos os posts da 6ª série.
2-     Tirinhas do Zé: Gostamos deste blog porque é engraçado e legal.
       Blog do João: é muito legal porque tem fotos interessantes.
3-     c) A parte que ela fala palavrão, porque nós achamos que todo mundo fala palavrão.
      d) Ela não gosta de pessoas arrogantes, cínicas  e egoístas.
      e) Ela é uma pessoa que briga muito pelo que quer e tem sempre grandes ideias.
      f) Ela não suporta gente fútil, que não sabe o que quer da vida, rebeldes sem causa e problemáticos de plantão.
     Nós não gostamos de pessoas falsas e egoístas.

4-     Gostamos, os blogs demonstram o que as pessoas sentem.

Gabryel Otte
Nicole Lima

Conhecendo os blogs

1-     Visualizamos a postagem sobre Mitologia e comentamos o seguinte:
“Soninha, parabéns pelos trabalhos que estão sendo realizados na Escola Jerônimo, especialmente o trabalho sobre Mitologia.
2-     Blog das Tirinhas: Nós nos divertimos muito com estas tirinhas e estamos ansiosos para fazer mais trabalhos como este.
Blog da Ale Félix: Estamos fazendo um trabalho de Português e você nos ajudou muito.
3-     c) A parte do texto que mais nos chamou atenção foi quando ela revela que não gosta de pessoas cínicas, arrogantes e egoístas.
d) Uma pinta preta no dedo do pé.
e) Ela é muito curiosa e insegura.
f) Alê diz que não suporta pessoas cínicas e arrogantes, nos não gostamos de pessoas metidas.
4-     Nós achamos muito bom fazer este trabalho, porque a gente desabafa.

Anthony Colares
Bruno da Silva
Cristian Gonçalves
Gabriel dos Santos


Conhecendo os blogs

1-     Comentamos a postagem sobre Mitologia.
2-     Comentamos o Blog das Tirinhas, porque foi muito engraçado.
3-     c) Quando ela disse que não gostava de dormir sozinha e quando brigava com unhas e dentes.
     d) A pinta  no dedo do pé.
     e) Quando ela disse que brigava com unhas e dentes.
     f) Não suporta pessoas falsa e mentirosas.

4-     Gostamos muito do projeto da Mitologia.

Leonardo Bueno
                  Roger Rodrigues

Conhecendo os blogs

1-     Visualizamos o blog da professora Soninha e comentamos a postagem da nossa turma.
2-     Visualizamos o Blog das Tirinhas do Zé, achamos muito legal. Visitamos também o Blog das atividades de Português, muito legal!
3-     c) Na hora que ela falou que gostava de música triste, das que deixam a gente com vontade de dançar.
      d) Tem uma pinta preta no dedo do pé.
     e) Ela gostava de brigar.
     f) Ela não suporta pessoas cínicas e arrogantes, nós não gostamos de pessoas falsas, mentirosas.
4-     Muito legal, nós amamos.

Cimeia Ennes
Gabriele Camillo

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Hey Joe

Observa com atenção o vídeo da música "Hey Joe" e responde às seguintes questões:
        1- Que sentimentos esta música te traz?
        2- O que mais chamou tua atenção?
        3- Quais são os aspectos positivos e os negativos da realidade retratada?
        4- Tu consegues perceber, no texto, duas formas de pensar diferentes em relação à violência e à vida? Com qual tu te identificas mais?
Lê o trecho abaixo:

“Hey Joe onde é que você vai
com essa arma aí na mão
Hey Joe esse não é o atalho
pra sair dessa condição”

        5) Que “condição” é essa?
        6) Qual o sentido da palavra "atalho" usada no 3º verso?
        6) Tu imaginas outros “atalhos” para sair dessa “condição”?
      
       7) Construindo a tua história, de que forma tu podes contribuir para uma Cultura de Paz?

      
 

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Bom da viagem

         Por quanto tempo ainda atribuiremos um preço para nossa felicidade?
         “Quando conseguir me casar serei feliz.”
         “Quando estiver com um emprego melhor serei feliz.”
         “Quando me curar de tal doença serei feliz.”
         Quem pensa dessa maneira age como alguém que quer tocar a linha do horizonte, sem se dar conta de que nunca haverá condições 100% ideais para a felicidade e, ao mesmo tempo, em qualquer situação em que nos encontremos, existirão aí diversos motivos para viver com bem-estar interior e contentamento.
         Parece que muita gente vive seus dias de forma tão automática que acaba não valorizando o momento presente. Ou não sabe observar quando as bênçãos da vida já estão em suas mãos.
         Uma história antiga conta que um peregrino havia vendido tudo o que tinha para comprar de um mago um pergaminho proveniente da antiga biblioteca da Alexandria. O tal documento tinha um mapa e instruções de como poderia ser encontrada a pedra filosofal.
         Tratava-se da mítica pedra que, ao tocar em qualquer metal, produziria um fenômeno alquímico e o transformaria em ouro.
         O peregrino traduziu as instruções e a princípio se sentiu desanimado: teria que viajar até o Mar Morto e, em determinado ponto à sua margem, deveria procurar uma pedra quente. Sim, enquanto todas as pedras das margens eram frias, a pedra filosofal tinha temperatura quente. Era apenas essa a maneira de reconhecê-la.
         Depois de ler aquelas orientações e de ficar imaginando, inicialmente, como seria difícil obter o seu tesouro, respirou fundo e se lançou na jornada. Para ganhar maior entusiasmo, começou a imaginar o quanto seria boa sua vida quando estivesse com tamanha riqueza em seu poder. Colocou ali, naquele ponto futuro, toda a sua esperança de ser feliz.
         Passou por vários lugares lindos durante a viagem, mas nada o encantava.   
         Nunca parou um minuto sequer para ver, com enlevo, a beleza das paisagens.
         Conheceu pessoas e não lhes deu qualquer atenção, apenas queria chegar ao seu destino, pois era lá que encontraria a riqueza e a felicidade. As vozes de qualquer uma delas, dizendo-lhe palavras amorosas de incentivo ou lhe declarando amor e respeito, não encontravam em sua mente qualquer eco. Eram sopros de vento, vazios e sem significado.
         Negligenciou descanso, pois dormia muito pouco. Esqueceu-se da importância da alimentação e passava vários dias sem levar qualquer comida à boca.
          “Caminhar ao máximo, nos limites das minhas forças, sempre em frente, para mais rapidamente chegar ao meu destino.” – era com esse pensamento que sua mente se mantinha ocupada.
          Depois de anos em sua viagem, chegou ao ponto do Mar Morto que o mapa apontava. Sentia-se cansado, estava doente, mas pelo menos considerava-se mais próximo da felicidade.
          Iniciou, então, seu processo de busca agachado na praia. “Será simples, e não importa quanto tempo leve. Pego as pedras, inúmeras a cada dia, quando forem frias eu as atirarei no mar, até que encontre a pedra quente que é o meu tesouro.”
          Começou seu trabalho.
         Os dias viraram semanas, e essas viraram meses. Após alguns anos de procura, agindo de forma mecânica, numa manhã cheia de sol ele recomeçou sua tarefa.
         Sua pele estava enrugada e cabelos brancos em sua barba grande denunciavam a velhice que precocemente havia chegado. Com sua autorização.
          E lá foi ele, lançando-se em seu labor diário, varrendo com seu toque muitos metros de praia por dia:
          Pegava uma pedra nas mãos. Era fria. Lançava bem longe no mar.
          Pegava outra. Era fria. Jogava, a seguir, bem longe lá adiante.
         Já nem pensava mais no que estava acontecendo. Seu coração estava no futuro.
         Dias, meses, anos... fazendo a mesma coisa.
         Pegou mais uma. Era fria. Lançou-a no mar automaticamente.
         “Que maravilha de castelo terei quando possuir a pedra filosofal!”
         Pegou mais uma. Igualmente fria. Lançou-a bem longe, na água.
        “Terei escravos, muitos cavalos, todas as mulheres que quiser, terras e barcos”
         Tocou mais uma. Era quente. Nem percebeu. E atirou-a na água. Bem longe...

         Quando se vive fora do presente, é possível que coisas assim aconteçam. E não é apenas para quem vive de fantasias ou concentra sua vida nas expectativas que geram ansiedade. Mas para aqueles outros que vivem no passado, amargurando-se por relembrar dores, revivendo mágoas, alimentando ressentimento ou culpa.
         O Bom da Viagem é, de fato, a estrada. “Viver cada passo que se dá”. Que tal viver o agora? Quantos motivos você já tem para ser feliz? Que tal observar neste momento os tesouros que já se encontram nas suas mãos? Vários recursos já lhe foram entregues: saúde ou paz, amigos ou força, sensibilidade ou inteligência. Ou tudo junto.
         Ao invés de ficar atento ao que lhe falta, experimente observar o que já possui. Isso ajudará você a seguir em frente e a obter ainda mais da vida. Senão, pode ser que mais tarde você venha a dizer: “eu era feliz e não sabia.”
        Tenha certeza: a pedra quente já é sua e está em suas mãos!



Foto de Kau Mascarenhas: minha pegada - Alto Paraiso / Goiás.......................................................................................................................................................
 
 
O Bom da Viagem
(letra, melodia e interpretação de Kau Mascarenhas, arranjos de Marquinho Carvalho)


Eu não quero mais saber de tanta culpa.
Eu não quero mais barrar os meus caminhos.
O que eu quero é seguir com liberdade.
Sei que nessa estrada não vou estar sozinho.
Já errei, me arrependi de tanta coisa.
Mas agora quero sempre acertar.
De que vale o olho que só chora os erros
Dessa forma ele não pode enxergar
Que o bom da viagem é a estrada
O bom da viagem, é caminhar
O bom da viagem é a andança
Viver cada passo que se dá.
.................................................................................................................................................

         Algumas pontos de reflexão que a música e o texto oferecem para sua busca de autoconhecimento e transformação.
         Observar o presente, sair da ansiedade pelo futuro, abandonar amarras do passado, afastar-se de culpa e mágoas, perceber os recursos que já se possui hoje, concentrar atenção no que se tem e não no que falta. Valorizar, desfrutar e saborear o agora.
         Disponível em http://www.kaumascarenhas.blogspot.com/
 
        Pode ser díficil, mas vale a pena tentar...

Semente paz

        Certa feita conversando com a amiga Liane Pinto, psicóloga, ouvi um interessante episódio sobre um encontro seu com a paz. Ela me contava que foi a um grande auditório assistir a uma palestra com certo lama tibetano.
        Liane fazia parte de uma platéia alvoroçada – com, talvez, duas mil pessoas – muito excitada para aquele evento que prometia ser bastante transformador.
      Em sua maioria, tratava-se de gente das áreas do desenvolvimento humano, espiritualidade, psicologia, ou interessados em meditação e cultura oriental.
       A princípio, diria-se que deveriam ser pessoas bastante zen.
      Ao contrário, era notável o rebuliço interior em que se encontravam. E externamente isso se refletia no comportamento, nas conversas que desenvolviam com as pessoas das poltronas ao lado e dos movimentos corporais agitados.
      No momento em que o palestrante surgiu no palco todos serenaram um pouco e fizeram silêncio. “Nossa! Quanta coisa importante sobre a paz aquele homem poderia trazer! Quantas informações valiosas ele iria oferecer!”. Provavelmente era isso que tinham em mente.
      O homem, vestido com exótico traje de cor laranja, olhou para a audiência e sorriu de forma tranqüila e doce, movimentando-se lentamente, dirigindo devagar o corpo para toda a extensão do auditório.
      E só.
      Passou um minuto sorrindo para as pessoas. O tempo passou e aquele tempo começou a parecer interminável. Entrou no segundo minuto sem dizer uma única palavra, apenas sorrindo e olhando para todos.
      E só.
     A inquietação de alguns começou quando, após perceberem que já havia se passado quase dez minutos, e o guru só fazia sorrir, ou às vezes entoar um mantra.
     Houve aqueles que começaram a se mexer nas poltronas, outros cutucaram a pessoa ao lado e comentaram algo, outros foram além e, num impulso de insatisfação ou falta de entendimento da situação, deixaram o auditório.
     Entretanto, aqueles que resistiram e ficaram, puderam saborear em cerca de trinta minutos de sorrisos, uma preleção diferente e valiosíssima sobre a paz e a sua importância no mundo que começa em nossos próprios corações, no próprio aquietamento da alma. Isso fez com que minha amiga tivesse momentos de grande tranquilidade e um genuíno encontro com a paz interior.
     É bastante fácil condenar criminosos, julgar políticos corruptos e amaldiçoar os líderes das nações em guerra. O maior desafio, contudo, será observar a violência das nossas atitudes diárias em palavras ações e pensamentos, e transformar esse estado.
      Se é tão difícil ficarmos algum tempo apenas sorrindo, em paz, ou vendo alguém fazer isso, abrindo mão momentaneamente da profusão interior de pensamentos e julgamentos, como poderemos ter a tranquila contemplação do exterior, capaz de nos deixar viver cada instante com maior tranquilidade?
      Estar em paz comigo mesmo me leva a estar em paz com o outro. E isso não tem a ver com o ambiente externo.
     O escritor e conferencista Roberto Shinyashiki costuma falar que podemos ser um “Buda no shopping center” querendo sugerir a busca do bem-estar e da paz interior mesmo que estejamos em meio a turbulências exteriores.

Série Paz-saros: gaivota na cruz em Florianópolis / Foto de Kau Mascarenhas

      Combinando perfeitamente com essa ideia, há uma antiga história que narra certa competição entre artistas que deveriam pintar um quadro sobre a paz.
       Muitos se espantaram quando viram a pintura vencedora. Era justamente aquela que trazia a imagem de um mar revolto com ondas se chocando no paredão rochoso de uma falésia.
      Certa indignação surgiu por parte dos que acompanhavam a disputa, pois lá estavam representadas diversas imagens bucólicas de flores salpicadas em veredas, montanhas emoldurando lagos azuis, campinas verdejantes, ou trigais beijados pelo vento. O que fez justamente aquela pintura com cena tão tumultuada ganhar o prêmio?
      Até que os juízes revelaram o porquê de sua escolha: na pintura do mar atormentado por furacão, com ondas poderosas açoitando o rochedo havia, de forma pouco visível, numa das pedras, um singelo ninho onde pássaros calmamente alimentavam seus filhotes. A paz pode estar num contexto de grande perturbação do ambiente exterior.
      Albert Einstein, tão conhecido pela sua devoção à ciência, era um pacifista ardoroso, e deu ao mundo importante contribuição nesse sentido.
     Não apenas dava aulas e palestras sobre física, criava fórmulas e mergulhava em pesquisas, mas redigia cartas a presidentes com teor pacifista, encabeçava manifestos pelo desarmamento e fazia conferências onde apontava caminhos para uma paz sustentável.
      Einstein fazia a sua parte, e ele era um homem muito ocupado. Cada um de nós também pode fazer algo.
     Um de seus célebres aforismos diz: “Penso 99 vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio: eis que a verdade se me revela.”
     Talvez seja esse um caminho. Plantar a semente da paz em nosso interior, aquietando a alma, entrando em calmaria emocional, pedindo licença ao pensamento.
      E ir além.
      Hoje parece não bastar que a paz seja plantada; é importante também que seja cultivada, cuidada, alimentada diariamente.
     Sejamos jardineiros da paz.
 

 

Uma Mensagem Evolutiva: Brincando com “Sempres” e “Nuncas”

        Nunca se compare com os outros, não se considerando melhor ou pior que qualquer pessoa. Mas sempre trabalhe para perceber que seu Eu de hoje é mais pleno que o seu Eu de ontem. Crescer a cada dia com tudo o que acontece é abrir espaço para progresso e felicidade.

        Sempre que surgir uma adversidade busque qual é a semente de benefício que ali se esconde. Entretanto nunca faça de conta que o mundo é cor-de-rosa. Antes de ressignificar é valioso tomar consciência.

        Nunca duvide que o poder e todos os recursos, já se encontram dentro de você. Contudo sempre que for importante saiba pedir ajuda. Na condição de seres humanos que somos, a humildade de se mostrar frágil permite agigantamento em comunhão.

        Sempre abra espaço para a dúvida. No entanto nunca desmereça algumas certezas. Há crenças valiosas que alicerçam nosso existir como a de que vale confiar no futuro, construindo-o com atitudes e pensamentos positivos no presente.

        Nunca dê importância demasiada às coisas feias que falarem de você. Todavia, sempre é bom escutar o que dizem a seu respeito. Às vezes os pontos que merecem mudança em nós são vistos mais facilmente por quem não gosta muito de nós.

        Sempre seja sincero e diga o que pensa. Mas nunca use a honestidade como ferramenta para derrubar quem está do seu lado. Pode ser que a dureza ferina da forma como você fala machuque tanto, que se torna perdida a verdade impulsionadora do seu conteúdo.

        Nunca divulgue os aspectos negativos que vê nos outros. Entretanto sempre seja capaz de discernir o que é comportamento modelo ou anti-exemplo. As atitudes anti-éticas, mesmo que mil vezes repetidas, continuam inaceitáveis.

        Sempre coloque o seu melhor em tudo o que produz. Contudo nunca exija perfeição ou se autoflagele quando algo não sair como você deseja. Perfeccionismo é mais uma doença que impede crescimento do que qualidade geradora de excelência.

        Nunca se deixe abater diante das dores alheias. No entanto sempre seja capaz de se colocar no lugar do outro, imaginando o que ele sente. Empatia e compaixão são virtudes que quanto mais se expandirem no mundo farão dele um lugar melhor pra se viver.

        Sempre seja você mesmo. Todavia nunca deixe de mudar. As cascas que nos envolvem podem cair a toda hora para deixar surgir um ser mais pleno e luminoso. Evoluir é possibilidade diária e convite eterno da Vida.

        Nunca desista. Mas sempre respeite seu próprio ritmo. Mude as estratégias para alcançar seus objetivos e reconheça quando alguns dos seus desejos já se encontram mofados. E sobretudo: saboreie cada dia, cada passo, cada instante, cada pedaço do caminho.
Mensagem de Kau Mascarenhas disponível em http://www.kaumascarenhas.blogspot.com/


 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Conhecendo blogs

          Muito bem, turma, dando continuidade às atividades realizadas em aula, agora vocês terão a oportunidade de conhecer alguns blogs. Vale a pena!
          Fucem bastante, leiam diferentes textos, analisem fotos, vídeos... Aproveitem, é só seguir o roteiro abaixo:
1- Neste blog, visualizem outras postagens, escolham pelo menos uma, e façam um breve comentário no espaço destinado. (0,3)
2- Escolham, no mínimo dois blogs dos que estão listados abaixo, visitem, bisbilhotem bastante e também escolham uma postagem para comentar. (0,6)

3- Cliquem no endereço abaixo para  irem ao blog da Alê Félix:
a) Após visualizarem as postagens da página inicial, cliquem onde diz "Alê o quê?
b) Leiam o texto "Eu? Quem sou eu? Ninguém. Mas..."
c) Qual parte do texto mais chamou a atenção de vocês? Justifiquem. (0,2)
d) Retirem do texto uma característica física de Alê. (0,2)
e) Caracterizem psicologicamente a autora do blog. (0,2)
f) Que tipo de gente Alê diz que não suporta? E vocês? Que tipo de gente não suportam? Por quê? (0,2)

4- Na interpretação de texto da prova do 2º trimestre eu perguntei a vocês se conheciam alguns blogs e a maioria respondeu que não. Agora que tiveram esta oportunidade, qual a opinião de vocês sobre os blogs que visitaram? (0,3)

Façam as atividades propostas e entreguem por escrito até o dia 04/10/2011 ou enviem por e-mail para soniaadrianamoreiramarques@gmail.com 

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Turma 60 - Escola Jerônimo

          Esta turma é demais...
          São mais de vinte jovens com muito gás, criam ótimos textos e estão sempre dispostos a sair da rotina e aprender mais.
          Utilizaremos este espaço para realizar trabalhos utilizando o laboratório de informática da escola e todos os recursos que ele possui, também postaremos as produções da turma.
          Vale a pena conferir...
          Olhem só eles aí... são lindos!


         

Turma 51 - Escola Jerônimo

          A turma 51 do Jerônimo é bastante ativa e interessada, é formada por um grupo de alunos que amam aprender, brincar e fazer algo diferente. Neste espaço, realizaremos atividades usando o recurso da internet, bem como divulgaremos o trabalho realizado na turma, incluindo as produções para o Livro "CriAções.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Para que as pessoas vivem?

        Esse vídeo foi sugestão da minha grande amiga Carol. Eu amei! É realmente uma grande lição...
       Vale a pena refletir sobre o valor da vida e o que fazemos da inúmeras oportunidades que recebemos de Deus.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Deixe-se em paz

Geralmente é o que se deseja intimamente: paz para o mundo, paz para todos, paz para os torcedores, paz para os moribundos, paz para os iraquianos. É um desejo legítimo, mas qual a nossa contribuição prática para ajudar a construir uma serenidade universal? O máximo que podemos fazer é garantir nossa própria paz.
Portanto, esses são os meus votos: deixe-se em paz.

Parece uma frase grosseira, mas é apenas um desejo sincero e generoso. Deixe-se em paz. Não se cobre por não ter realizado tudo o que pretendia, não se culpe por ter falhado em alguns momentos, não se torture por ter sido contraditório, não se puna por não ter sido perfeito. Você fez o melhor que podia.

Aproveite para estabelecer metas mais prosaicas para o futuro que virá, ou até meta nenhuma. Que mania a gente tem de fazer listinha de resoluções, prometer mundos e fundos como se uma simples virada de ano bastasse para nos transformar numa pessoa mais completa e competente. Você será o que sempre foi — e isso já é muito bom, pois presumo que você não seja nenhum contraventor, apenas não consegue dar conta de todos os seus bons propósitos, quem consegue? Às vezes não dá. Vá no seu ritmo, siga sendo quem é, não espere entrar numa cabine e sair de lá vestido de superhomem ou de super-mulher. Deixe de fantasias.
Deixe-se em paz.

Se quer tomar alguma resolução, resolva ajudar os outros, fazer o bem, dedicar-se à coletividade, seja mais solidário. Não deixe os menos favorecidos na paz do abandono, na paz do esquecimento. Mas esquecer um pouco de você mesmo, pode. Deve. Não se enquadre em comportamentos que não lhe caracterizam, não se enjaule por causa de decisões das quais já se arrependeu, não se arrebente por causa de questionamentos incessantes.

Liberte-se desses pensamentos todos, dessa busca sofrida por adequação e ao mesmo tempo por liberdade. Nossa, ser uma pessoa adequada e livre ao mesmo tempo é uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Será mesmo tão necessário pensar nisso agora? Deixe-se em paz.

Não dê tanta importância à melhor roupa para vestir, à melhor frase para o primeiro encontro, às calorias que deve queimar, à melhor resposta para quem lhe ofendeu, às perguntas que precisa fazer para se autoconhecer.

Chega de se autoconhecer. Deixe-se em paz.

No fundo, estou escrevendo para mim mesma.

Não me deixo em paz. Estou sempre avaliando se agi certo ou errado, cultivo minhas dúvidas com adubo e custo a me perdoar. Tenho passe livre para o céu e também para o inferno. Preciso me deixar em paz, me largar de mão, me alforriar.

Só falta alguém ensinar como é que se faz isso.

Autora: Martha Medeiros


Encontrei este texto em um blog muito interessante que acessei quando buscava informações sobre o OSHO, busquei outras postagens e encontrei esta que complementa o projeto que estamos desenvolvendo na EJA.
Vale a pena conhecer:

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Mas

Pacto com a Felicidade

Direito à segurança


        Observa com atenção a apresentação de slides acima para responder às questões:
1- Comenta o artigo III da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
2- Sobre os tipos de violência, mostrados na apresentação de slides, qual delas tu consideras mais grave? Justifica.
3- A pesquisa de opinião pública mostrada na apresentação foi feita por alunos da escola há dois anos atrás, tu achas que a situação continua igual, está pior ou melhorou? Justifica.
4- Comenta o seguinte trecho da apresentação: "É participando que eu transformo o mundo e o mundo me transforma".
5- Escreve um texto narrativo onde abordes pelo menos um tipo de violência citado na apresentação e o que achas que pode ser feito para que diminua a violência e aumente a paz entre nós.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O Grande Ditador

O último discurso
        Charles Chaplin, no filme O grande ditador
        “Sinto, mas não quero ser imperador, não é meu trabalho.
        Não pretendo governar nem conquistar nada. Gostaria de ajudar — se fosse possível — a judeus e gentios, negros e brancos. Todos desejamos ajudar-nos. Os humanos são assim. Queremos viver para
a felicidade dos outros e não para fazê-los desgraçados. Por que tenderíamos a odiar e a menosprezar?        Neste mundo há lugar para todos. A Terra, que é generosa e rica, pode abastecer todas as nossas necessidades. 
        O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, mas, apesar de tudo, nos temos perdido. A cobiça envenena a alma dos homens... levanta muralhas de ódio no mundo... está fazendo avançar a miséria e a morte. (…) 
        Não necessitamos de máquinas sem humanidade. Não necessitamos de inteligência sem amor e ternura. Sem estas virtudes tudo é violência e tudo se perde. (…) Neste momento a minha voz chega a milhões de pessoas de todo o mundo... milhões de desesperados, homens, mulheres, crianças, vítimas de um sistema que tortura os humanos e encarcera os inocentes. (…) Me escutas. Onde estiveres, levanta os olhos! Podes ver?    
        O sol rompe as nuvens que se espalham! Saímos da obscuridade e vamos à luz! Entremos em um mundo novo, em um mundo melhor, em que os seres humanos estejam acima da cobiça, do ódio, da hostilidade! Olha para cima. A alma dos homens conseguiu asas e já começa a voar. Voa até o arco-íris, até a luz da esperança. (…).”
Reflexões propostas:

1- Qual trecho do vídeo chamou mais a atenção do grupo? Por quê?
2- O autor fala que “o caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza”. Ele coloca a possibilidade de escolha. Cada um já percebeu que a vida é repleta de escolhas? Qual o caminho que estamos escolhendo para nossas vidas?
3- “Não necessitamos de máquinas sem humanidade. Não necessitamos de inteligência sem amor e ternura. Sem estas virtudes tudo é violência e tudo se perde. (…)” Qual é a mensagem desta frase? Será que vivenciamos o amor e a ternura?
4- E a humanidade, vivencia esses valores? Qual a distância entre a palavra e a ação?
5- Criem um discurso e, se possível,  programem ações para que essas ideias se tornem realidade.
        Os trabalhos podem ser enviados por e-mail para soniaadrianamoreiramarques@gmail.com

Escola Neli EJA - 7ª série

       A 7ª série da EJA - Neli é uma turma que deseja ardentemente adicionar as TICs ao dia-a-dia da sala de aula, estão interessados em aprender mais com o laptop do Projeto UCA e através desses novos conhecimentos, terem mais oportunidades no mercado de trabalho e na vida, muitos alunos já utilizam o computador em suas atividade diárias fora da escola e querem utilizá-lo também na escola porque reconhecem que hoje em dia não dá mais para viver sem a informática 
       Visitem, opinem, ajudem-nos a enriquecer este espaço de pesquisa e divulgação.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Por uma cultura de paz

          Como se faz para alcançar a paz? Antes da modernidade, esta era uma questão mais individual que coletiva. Com a modernidade e todos os avanços que se seguiram, como a expansão do conhecimento e das tecnologias, o impulso da industrialização, do capitalismo e da globalização, enfim, delineou-se um conjunto de mudanças que levou a sociedade ocidental a caminhos complexos e a ter uma preocupação não somente no plano individual, mas prioritariamente no plano coletivo. O grupo, mais que o indivíduo, passou a ser olhado com maior atenção.
          Por outro lado, essas mudanças e transformações afetaram as estruturas econômicas, políticas e, principalmente, as socioculturais. A paz transformou-se em uma preocupação das pessoas, porque cada um deve tomar para si essa responsabilidade, e os estados e seus governantes passaram a encará-la de forma a configurar-se uma necessidade coletiva a ser construída em parceria, numa busca incessante com a participação de todos.
          Então teríamos a seguinte questão: como se faz a paz?
          Considerando a sua construção como um objetivo político dos governos democráticos, ela se faz por meio de políticas públicas que busquem fortalecer a família, possibilitar o desenvolvimento autônomo dos indivíduos e das comunidades, a igualdade, a inclusão socioeconômica e o acesso aos direitos básicos de cidadania, dentre eles o direito à educação, à saúde e ao lazer.
          O desenvolvimento dessa visão e ações voltadas para a promoção da paz podem se constituir através do interesse e participação de cada indivíduo, de políticas, programas e projetos, ou no apoio e incentivo às ações educativas do cotidiano, ricas e criativas, que contribuam para a reflexão e o desenvolvimento de práticas sociais voltadas para a construção e o fortalecimento da paz entre os homens e mulheres na sociedade contemporânea...
          No rastro das preocupações sociais frente à crescente violência, o Estado assume a responsabilidade de não somente implantar políticas de repressão, mas, fundamentalmente, desenvolver programas de prevenção em busca de uma sociedade mais harmônica, justa, democrática e pacífica.
          Assim, procuramos junto à família e à escola reconstruir os laços necessários para o fortalecimento de uma rede de solidariedade, vencendo o desafio de reduzir a violência e ampliar as práticas cotidianas de generosidade, compreensão, respeito à vida e à diversidade cultural, de gênero, raça, sexo; e ainda construção da autonomia e liberdade; democracia e participação; igualdade e justiça.
          Dessa forma é possível entender a paz como um esforço e um desafio que precisa converter-se em processo permanente de construção coletiva para todos nós.
         (Trecho extraído da Cartilha "Paz: Como se faz"?)